This is a letter



São Paulo, 22 de Agosto de 2013
Querido amor,
  Escrevo a ti esta carta durante a calada da noite. Não gosto de escrever a mão, mas minha mente clamou loucamente pela folha e pela tinta. A insônia parece não querer me deixar, e na escuridão repasso seu rosto, milhares e milhares de vezes.
   Ainda não me acostumei com essa sensação estranha que o amor traz. Não me acostumei com todo o nervosismo no estômago, com o coração a mil e com aquela tremedeira nas mãos toda vez que te vejo. Gostaria de poder controlar todos os meus pensamentos quando você está por perto, de poder conversar normalmente com você; estar perto de você sem me sentir uma boba; mas eu não consigo fazer nada disso e duvido que um dia conseguirei.
   Você deve estar dormindo a essa hora, e te invejo por isso. Não, não te invejo; mas o fato de você estar dormindo me entristece. Por que eu estou aqui com insônia enquanto você dorme? Me entristece não poder ouvir sua voz, ou trocar mensagens com você. Você sofre também? Se sofre, por que não me conta? Seria mais fácil viver sem essas perguntas perambulando pela minha mente a cada segundo.
   Esperarei o dia amanhecer, para poder assim te ver de novo, para poder assim ver aquele sorriso lindo que fica perfeito em seu rosto, para poder ouvir sua voz e suas piadinhas bobas, que apesar de tudo conseguem me fazer rir. E mesmo sofrendo todas as noites, não há uma coisa na minha vida que mudaria.
Com muito amor,
Letícia

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