Queimando pelo Universo.



      As estrelas brilham lá no céu, iluminando todo o breu que é o Universo. Nós não somos nem um pedaço de poeira nessa imensidão cósmica, mas de qualquer jeito, passamos parte da noite olhando para ela ou desejando estar perto delas. É assim que estou hoje, olhando para o céu, minha visão ainda se acostumando com a escuridão gélida. A grama faz cócegas em minha pele, e queria ter alguém com quem dividir esse campo, nessa fria noite de Setembro. Mas há somente as estrelas e a Lua, que hoje parece estar sorrindo.
   As estrelas passam toda a sua existência queimando. Engraçado como toda a vez que a professora fala isso na classe eu me lembro de relacionamentos. Sou a única provavelmente. Sou a única a comparar tudo com as coisas que conheço. Sou a única a imaginar mais do que viver, na minha classe. É uma parte do meu cérebro que nunca para, o sonhar acordado, ele ocorre constantemente, todos os minutos do dia, todos os dias da semana, todas as semanas do mês e todos os meses do ano.
  Por que as estrelas se parecem com relacionamentos? Porque amor é uma chama que não faz nada além de queimar, ele queima ao fecharmos os olhos, quando fechamos os olhos e a imagem dele é a primeira que vem, como se de alguma forma estivesse gravada com brasão em nossas pálpebras; o amor queima nossa pele, toda vez que aquele que amamos nos toca; e queima nosso coração, com um sentimento que é parte êxtase, parte medo. E assim ficamos, queimando de amor, até a última chama se consumir por inteira.

2 comentários:

O que você achou dessa postagem? Deixe seu comentário!