Ainda bem, que é um adeus.

Esse post não foi programado.



   Uma das coisas que sempre imaginei foi o nosso reencontro, não esperava que você me reconhecesse, mas sim que eu te surpreendesse e que depois falaríamos sobre a nossa doce infância juntos. Acho que essa sempre uma palavra que relacionei a ti, infância. Minhas melhores lembranças da infância continham ti, mesmo sem lembrar do seu rosto, ou de sua voz, lembrava de nós juntos, maior parte do tempo brigando, mas algo em você me deixava feliz, e lembrar disso tudo também.
  Mas uma coisa que nunca pensei, ou melhor, minha mente, nunca pensou, foi em assimilar o tempo que passou desde a última vez que conversamos, ou que ao menos nos vimos frente a frente. E como mudamos desde então. Ha, novidade. Achei você em umas duas redes sociais. Vi o rosto que há séculos não via, vi o menino que você se tornou, e a única coisa que consigo pensar é como fui burra. Sim, como fui burra. Fui burra em pensar que você ainda era o mesmo menino, o menino da peça da escolinha, o menino que me fez sorrir.
   Você é um simples menino mimadinho, sempre soube que era , mas nunca me importei. Acho que futilidade não é uma palavra muito conhecida entre crianças de cinco e seis anos, mas me pergunto se a palavra fútil sempre serviu em você. Se, se eu conhecesse a palavra quanto pequena e se não tivesse uma paixonite por ti na época, se descreveria você com essa palavra. Me pergunto se você sempre falou tanta besteira. Se você sempre foi o menino que é hoje ou se foi um efeito colateral de seus novos amigos, das pessoas com qual conviveu.
  E eu? É uma das coisas que sempre quis saber. Será que eu seria quem, se tivesse ido estudar com você? Será que eu viveria na balada como você? Será que eu seria fã de funk e sertanejo? Será que eu nunca teria lido vários livros? Seria uma fútil que só fala besteira o tempo todo? Não sei. Sinceramente, espero que não. Então o que me sobra, é te deixar ir, deixar ir para bem longe. E se um dia te encontrar cara a cara, passar reto. Estou cansada de viver de passado, e ainda mais, de passado que não me quer.

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