"Estilhaça-me" de Tahereh Mafi

Nome: Estilhaça-me
Autora: Tahereh Mafi
Nº de Páginas: 302
Coleção: Estilhaça-me
Editora: Novo Conceito
 

Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

  Juliette Ferrars não pode tocar ninguém. Toda vez que ela toca alguém, essa pessoa sofre com uma dor podendo até morrer - ela já viu isso acontecer antes. Com 14 anos de idade foi trancada em um manicômio e desde então não sabe o que acontece com o mundo lá fora. Ela sabe que O Restabelecimento, nova forma de governo, não é bom como todos imaginavam que seria. A natureza morre a cada dia e dificilmente são vistos animais andando por aí. Não há muita comida e idosos e órfãos são largados por aí para morrer.
 Certo dia, é colocado em sua cela um cara. O que ela descobre é que esse cara fez parte de seu passado. Seu passado: era humilhada na escola; todos chamavam ela de aberração; ninguém era gentil com ela; os próprios pais não a queriam, sempre a odiaram, desde do momento em que tocou sua mãe pela primeira vez. 
 Esse livro é imprevisível. Quando você acha que entendeu algo, a autora faz questão de mudar tudo para que você não entenda nada e se sinta, às vezes, sem esperança.
 No começo eu me sentia confusa. Muito confusa. Sabia que a história era boa, sentia isso, mas não conseguia entender ela. Isso porque, Juliette narra de um jeito diferente, ela não esclarece a história para que possamos acompanhar, ela enfia informações quando menos esperamos. Só depois que ela conhece o Warner - vou falar assim para não ser um spolier muito grande - comecei a entender a narrativa, que por sinal tem vários parágrafos/frases tachados, para simbolizar os pensamentos 'obscuros' de Juliette, que, enquanto está na cela, tem de montes.
 Uma coisa que gostei na história foram os personagens. Não tinha meu preferido. Gostava de cada um deles, sendo ele bonzinho ou malvado (que, é praticamente impossível que reconhecer). Cada um tem um jeito único, diálogos (que no final contém muitos muitos palavrões), jeito de falar, vestir; mesmo não focando ou explicando você sente isso na narrativa.
 Eu acho que não deveria conter as palavras que vemos na capa, para mim elas deveriam estar presente somente no segundo livro porque elas são um spolier gigantesco sobre o final do livro. Como qualquer spolier, você sabe que vai acontecer, só não sabe quanto. E se isso era para servir de estimulo para o livro, digo que não precisava pois o livro em si faz com que você queria ler tudo de uma só vez - só para vocês terem uma ideia, eu li do capítulo 7 até o capítulo 30 em um dia. 
 Não tem como falar muito do livro sem colocar os desfechos da história no meio. Mas posso assegurar a vocês que o livro é incrível e que mesmo que o começo possa ser confuso e estranho, insista na história porque ela vai melhorar e muito. Estou louca para o próximo.

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